Nesse primeiro trimestre de 2009 veremos cortes em todos os setores do mercado. Grande parte disso se deve à histeria promovida pela mídia e pelas empresas com administração fraca e sem capacidade para inovar nos períodos um pouco mais turbulentos.
Até a metade de 2008 tivemos um superaquecimento na economia e houve aumento no faturamento e nos lucros. Somente a partir de outubro começou o declínio e esse foi pouco acentuado no Brasil. Então, fica a pergunta: para onde foi todo o capital? Ao meu ver, muito do que se fala hoje é apenas especulação, falácias. A grana não pode ter sumido simplesmente!
Secar as fontes de desperdício e rever os processos produtivos é bom e deve ser feito por todos, sejam pequenos ou grandes, contudo demitir pessoal e finalizar contratos de prestação de serviços sem um real motivo são atos que demonstram total incapacidade para tocar o negócio. É o gerenciamento do dia seguinte, no qual não há planos de médio e longo prazo.
Falando agora especificamente sobre o universo web, tenho visto que muitos tomadores de decisão consideram os sites como algo de segundo plano e os mais conservadores veem como dispensável ou mesmo supérfluo ter seus negócios representados na internet.
Entretanto, pense comigo: qual é a maneira mais usada e prática para encontrarmos os assuntos de nosso interesse?
Bingo!
Certamente pensou na internet e tenho certeza que o nosso amigo Google com as suas letrinhas coloridas do logotipo sobre fundo branco tenha surgido na sua mente.
Essa é a realidade da nossa sociedade.
E agora chegou o momento de entender porque os sites são vitais para se manter competitivo.
Já se foi o tempo de apenas agregar valor, chegou o momento de proporcionar uma experiência significativa para o usuário
No início da internet comercial, havia o conceito de folder on-line sendo o site apenas um panfleto eletrônico. Como tudo era novidade, isso funcionou bem por um tempo. A concorrência era menor e as exigências do público também. Mesmo em termos de tecnologia tínhamos bastante restrições.
Nos primeiros anos dessa década, houve uma evolução para projetos mais completos, mas mesmo assim ainda não passavam de uma “cartilha do negócio”. Era um conteúdo feito de tal forma que servisse para a maior gama possível de divulgações. Eram poucas as criações exclusivas para web e raramente se pensava em quem estaria sentado do outro lado do monitor.
Ainda é comum ouvir: “Nosso site agrega valor para a nossa empresa!”. E essa crença só serve se você desejar ser apenas mais um no mercado. E agora a concorrência é bem grande, independente da sua área de atuação. É preciso mudar a maneira de pensar.
O importante é oferecer ao usuário uma experiência significativa e agradável. O foco deve estar no dueto conteúdo / pessoa. E isso eu sempre digo para os meus clientes: não adianta fazer um site com inúmeros recursos multimídia ou mesmo interfaces com visual rebuscado se não houver informações de qualidade e úteis para o público-alvo.
Planejar e criar estratégias de sucesso
Recentemente meu afilhado Gabriel, com seus seis anos bem vividos, pediu para usar o computador. Ele tinha visto na televisão (esse é um ótimo exemplo de cross-media) o site de um programa que ele gostava muito. E com total desenvoltura, clicou no ícone do Google no meu Firefox e começou a digitar lentamente: d i s c o v e r i. Corrigi, colocando o “y” (também ele só tem seis anos!) e então “enter”.
Pronto!
Apareceram as opções e eu ajudei-o a encontrar na 3ª posição o link do Discovery Kids. Um clique e com menos de 3 segundos de espera um site colorido e divertido surgiu na tela. Desse momento em diante ele conseguiu se navegar sozinho por horas.
E o que essa história tem a ver com o artigo?
Tudo! Esse site tem um dos melhores planejamentos e estratégias que já vi.
Primeiro: ele tem muitos desenhos e animações e mesmo uma criança que não sabe ler tão bem consegue navegar tranquilamente.
Segundo: a identidade visual é perfeita e habilmente focada no público-alvo. As letras são grandes, há bastante cores – essas são em tons vivos, mas bem escolhidas e não cansam a vista - e os espaçamentos respeitam a pouca habilidade com o mouse.
Terceiro: o conteúdo é de extrema qualidade para a faixa-etária dele. Há muitos joguinhos educativos e bastante formas de interação, ou seja, a criança se sente como se estivesse fazendo parte da aventura e brincando com seus amiguinhos de todos os dias. É difícil manter um menininho sentado quieto durante bastante tempo. E eles conseguiram.
Esse é um bom exemplo para ser aplicado nos demais negócios. E nos leva a pensar: qual é o meu público-alvo? O site é capaz de gerar o sentimento de realização e de satisfação para o meu usuário? As formas de divulgação estão adequadas?
Outras visões
Sempre que um novo cliente entra em contato, são feitas as mesmas duas perguntas: quanto vai custar? Quanto tempo vai levar para ficar pronto? Para eles esse é o interesse maior, em detrimento do que realmente importa: a qualidade. Não os culpo, pois essa é uma visão fortemente enraizada na nossa cultura. E os “desenvolvedores web” fazem questão de manter esse paradigma.
Infelizmente, nem todos interessados em ter sites sabem da possibilidade de ter um projeto personalizado e coerente com o negócio. Muitos solicitam orçamentos e têm como retorno apenas modelos prontos, os famigerados templates. Esses são a febre do momento: posso ganhar na quantidade, ou seja, é uma produção mecânica. Basta abrir o software de edição, colar meia dúzia de textos, colocar o logotipo e está pronto!
Mas, vai haver retorno? Valerá o investimento, mesmo esse sendo “relativamente” baixo?
Nós preferimos trabalhar da maneira correta: conhecendo o negócio detalhadamente, para com isso oferecer soluções exclusivas e efetivas. É um processo conjunto, com o qual o cliente nos dá as diretrizes do seu universo profissional e do seu público-alvo e nós planejamos e criamos estratégias condizentes às necessidades. Não fazemos o fast-food, inventamos pratos com ingredientes selecionados e segundo o paladar de cada um.
Ok! Mas, isso sai mais caro, certo? O conceito de valor é totalmente subjetivo quando falamos de serviços. Porém, posso afirmar que um projeto bem feito cobrirá seus custos e gerará retorno – não só financeiro, mas de divulgação, abertura de novas possibilidades, etc… - muito mais rapidamente.
É assim que o site deve ser visto: uma ferramenta poderosíssima de divulgação e uma etapa valiosa para o sucesso profissional.
Fonte: Eduardo Kasse
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